Mar

Mar

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Quarto minguante

Por que te escondes, ó Lua risonha,
Atrás desta nuvem negra que chegou?
Fostes chorar de mal de Bem Querer?
Volta, ó Lua!
Isto! Voltou.
Com este sorriso
A iluminar o céu desta noite
Em que tudo é saudade
Nos corações que pulsam com fervor,
Levados, pelas quimeras do Amor!

sábado, 29 de outubro de 2011

Ao meu mais novo (antigo?) Anjo amigo

Viver é passar por momentos bons e ruins
Animam-nos os bons e fortalecem-nos os maus.
A Fé em Deus de  que tudo vai ficar bem
Tem que invadir nossa alma
E o otimismo ser nossa bússola
Pelos caminhos desconhecidos da vida...
Sempre me pergunto o porquê
De acontecer isso ou aquilo,
Alguns sustos que levamos em nossa jornada,
E chego à conclusão de que
Tudo serve para aprendermos que
Devemos aproveitar cada momento de nossa vida,
As pessoas enfim tudo o que nos rodeia.
Somos seres humanos, falhos sim, mas sempre
Com o anseio de acertar e de ser melhor.
Desejo a você e aos seus, muita Saúde, Paz, Harmonia e muito Amor!

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Poema

Este poema escrito por nós
despretensiosamente, sem querer,
ao longo do tempo,
percebi só agora que é o
mais bonito que duas pessoas
podem escrever.
Tudo em sua justa medida.
Uma vírgula, reticências ou um ponto a mais
desarmonizaria a melodia dos versos
criados com carinho, afeição e, 
principalmente, sinceridade.
Essa troca de experiências
são as rimas que compõem
o poema de nosso dia a dia.
Agora sei que tenho de agradecer
sempre pela pessoa especial e
cativante que cruzou minha vida.
Agradeço sinceramente pelo
poema que deu-me o Presente. 

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Alma deserta

Tem dias em que sentimos a alma deserta
Dias improdutivos, a inspiração nos falta
Os problemas do dia a dia
Tomam nossos pensamentos
E não conseguimos sonhar
Nem sentir o que nos rodeia
A percepção dos sentidos
Faz-se ausente e o vazio
Torna-se latente e contraproducente
Em um dia como esse me sinto
Alheia a tudo a que anseio
Ainda bem que temos vários dias
Em nossa vida corrida e real
E sei que o sonho
Voltará a povoar minha mente
E minh’alma não se sentirá mais tão deserta...

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Um segundo

Por um segundo gostaria
Que tu me visse como eu te vejo
Que tu sentisse o que sinto por ti
Mas só por um segundo
Tempo suficiente para que nada
Afetasse teu ser e que eu
Sentisse que fui querida por ti
Mesmo que só por um segundo
Será que um dia este segundo existirá?
Não sei e quem saberá senão tu apenas...

sábado, 15 de outubro de 2011

“Se por um instante Deus se esquecesse de que sou uma marioneta de trapos e me
presenteasse com mais um pedaço de vida, eu aproveitaria esse tempo o mais que
pudesse...
Possivelmente não diria tudo o que penso, mas definitivamente pensaria tudo o
que digo.
Daria valor às coisas, não por aquilo que valem, mas pelo que significam.
Dormiria pouco, sonharia mais, porque entendo que por cada minuto que fechamos
os olhos, perdemos sessenta segundos de luz.
Andaria quando os demais se detivessem, acordaria quando os demais dormissem.
Se Deus me presenteasse com um pedaço de vida, deitava-me ao sol,
deixando a descoberto, não somente o meu corpo, como também a minha alma.
Aos homens, eu provaria quão equivocados estão ao pensar que deixam de se
enamorar quando envelhecem, sem saberem que envelhecem quando deixam
de se enamorar...
A um menino eu daria-lhe asas, apenas lhe pediria que aprendesse a voar.
Aos velhos ensinaria que a morte não chega com o fim da vida, mas sim com
o esquecimento.
Tantas coisas aprendi com Vós homens…. Aprendi que todo o mundo quer viver no
cimo da montanha, sem saber que a verdadeira felicidade está na forma de subir
a escarpa.
Aprendi que quando um recém nascido aperta com a sua pequena mão,
pela primeira vez, o dedo do seu pai, agarrou-o para sempre.
Aprendi que um homem só tem direito a olhar o outro de cima para baixo,
quando está a ajudá-lo a levantar-se.
São tantas as coisas que pude aprender com Vocês, mas agora, realmente
de pouco me irão servir, porque quando me guardarem dentro dessa caixa,
infelizmente estarei morrendo.
Sempre diz o que sentes e faz o que pensas.
Supondo que hoje seria a última vez que te vou ver dormir, te abraçaria
fortemente e rezaria ao Senhor para poder ser o guardião da tua alma.
Supondo que estes são os últimos minutos que te vejo, diria-te “Amo-te”
e não assumiria, loucamente, que já o sabes.
Sempre existe um amanhã em que a vida nos dá outra oportunidade para fazermos
as coisas bem, mas pensando que hoje é tudo o que nos resta, gostaria de dizer-te o quanto te quero, que nunca te esquecerei.
O amanhã não está assegurado a ninguém, jovens ou velhos.
Hoje pode ser a última vez que vejas aqueles que amas. Por isso, não esperes mais, fá-lo hoje, porque o amanhã pode nunca chegar. Senão, lamentarás o dia em que não tiveste tempo para um sorriso, um abraço, um beijo e o teres estado muito ocupado para atenderes esse último desejo.
Mantém os que amas junto de ti, diz-lhes ao ouvido o muito que precisas deles, o quanto lhes queres e trata-os bem, aproveita para lhes dizer, “perdoa-me”, “por favor”, “obrigado” e todas as palavras de amor que conheces.
Não serás recordado pelos teus pensamentos secretos. Pede ao Senhor a força e a sabedoria para os expressar.
Demonstra aos teus amigos e seres queridos o quanto são importantes para ti”.
Desconhecido

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Piratininga

Vim para cá por conta das circunstâncias
Estava habituada a certo agito e
Estranhei um pouco a tranqüilidade da cidade
Mas aos poucos fui me adaptando
Aconchegando-me à paisagem arborizada
E o colorido de suas flores, fui ficando...
Pretendo conhecer outros lugares,
mas farei daqui meu porto seguro,
reconstruindo minha vida pois,
mais que paz, união no lar e apoio,
Encontrei também um lugar de pessoas hospitaleiras e amigas.
Percebi que aqui descobri algo além do que imaginava...
Isso me fez mais forte para
voltar a acreditar em meus sonhos
e, mais cedo ou mais tarde, sei que irei realizá-los...

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Decisão

Certas coisas acontecem
Na vida da gente da maneira
Mais natural possível, sem sentir
E sem dar-nos conta
Uma coisa vira outra ou,
as duas viram uma só.
E então passamos a querer algo
que não foi feito para nós.
Com muito pesar temos
que aceitar essa realidade
é doloroso sim, mas
tudo tem uma finalidade e um porquê.
Então cabe a nós aceitar a prova
E não nos perder no caminho...

sábado, 8 de outubro de 2011

(...) Amar também é bom: porque o amor é difícil.
O amor de duas criaturas humanas talvez seja a tarefa mais difícil que nos foi imposta, a maior e última prova, a obra para a qual todas as outras são apenas uma preparação.
Por isso, pessoas jovens que ainda são estreantes em tudo, não sabem amar: tem que aprendê-lo.
Com todo o seu ser, com todas as suas forças concentradas em seu coração solitário,medroso e palpitante, devem aprender a amar. Mas a aprendizagem é sempre uma longa clausura.
Assim, para quem ama, o amor, por muito tempo e pela vida afora,é solidão,
isolamento cada vez mais intenso e profundo. O amor, antes de tudo, não é o que se chama entregar-se, confundir-se, unir-se a outra pessoa. Que sentido teria, com efeito, a união com algo não esclarecido,inacabado, dependente? O amor é uma ocasião sublime para o indivíduo amadurecer, tornar-se algo em si mesmo, tornar-se um mundo para si,por causa de um outro ser; é uma grande e ilimitada exigência que se lhe faz,uma escolha e um chamado para longe.
(...)Creio que aquele amor persiste tão forte e poderoso
em sua memória justamente por ter sido sua primeira solidão
profunda e o primeiro trabalho interior com que moldou a sua vida.(...)
Rainer Maria Rilke - Cartas a um jovem poeta

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Cumplicidade

Vi pássaros sobrevoando os bosques
Bosques de lindas árvores
Pássaros de belas asas

Bosques amenos
Pássaros serenos

As árvores
acolhiam os pássaros
os pássaros
embelezavam as árvores

Viviam,
árvores e pássaros
num harmonioso cotidiano.

Eram amantes
E não sabiam!

Olhar

Se no horizonte,
vejo algo além
talvez eu aponte,
algo que não convém.

A toda sorte e,
sem esperar a morte
pretendo regressar, afim de,
quem sabe, me encontrar...

O Eu que me alucina
nestas noites sem fim
e sigo nessa sina
de me encontrar
em mim...

Acaso

Será a vida, uma submissão,
ou será, uma falta de opção?
Será, tudo isto, em vão,
ou será apenas, uma diversão?

Temos mais vidas,
ou ,somente, feridas?

Somos terráqueos,
ou somente (pobres) doidos lunáticos?

Cheiramos pó,
ou, só estamos sós?

Queremos prazeres,
Ou, só sabemos ter dizeres?

Queremos ... ,
Ou.... ?

(ad infinitiun)

A lua sorri

A Lua sorri
Aos pobres seres daqui.
E, nos dá a sensação
De que nem tudo
É em vão.

De que algo resta
De esperança a desejar
Um mundo novo
Sem o pesar
De guerras
A matar
Ou ódios
A vingar.

Sim, ela sorri
Aos pobres seres daqui.

Espera

No olhar
a indiferença.
Na mente
o nada.

Nas mãos vazias
o resto de esperança
escoando pelos dedos
feito grãos de areia.

A vida passa
a morte vem e,
só estamos de passagem
à espera de
outras (novas) viagens.

A ira do titã

À beira de um abismo profundo, negro,
um gemido de dor e prazer
entre viver e morrer em vão!

A sensação de se estar voando
sem asas nem penas.
De estar voando
sem uma parada voluntária
esperando a interrupção de
um lago, uma rocha, um chão.
de repente explode-se feito
um figo muito maduro,
em direção ao chão
ficando somente restos de um ser.

As gargalhadas da alma ressoando no ar
após um longo (breve?) tempo de cárcere
livre para vagar no infinito do tempo

Ambos prazer e dor, soltos no ar.

Soltos na plenitude do espaço,
do tempo,
não existe hora
só existe agora.

Que venha o depois com todos os seus
mistérios e falsos sentidos,
porque o passado já se fora com todas as suas
falsas respostas e frustrações mal contidas.

Fui físico
Sou espírito
Guardei minha alma.
Hoje ela se liberta sozinha
à custa de um corpo
feito um figo maduro
num abismo suspeito.

Agora, me vou...
A eternidade me espera!

Lateja a dor na alma

Lateja a dor na alma,
já tão cansada de ilusões,
e por estar nessa estrada,
tão cheia de bifurcações,

A mente inconsciente,
vive a esperar
por um amor ausente
que não se pode contar.

Num compasso lento,
vejo tudo passar por mim,
e apesar de tudo que tento,
não sei o que fazer para
evitar meu inevitável fim!

Aonde se quer chegar

A minha eterna busca
não sei bem por onde começar
tampouco quando vai acabar
e, por mais que eu tente mudar
nada muda , o tempo passa
a fé escassa,
a dor não cessa
e eu me entrego a diversas doses
de ilusão, angústia, álcool...
Morro por dentro e, tento em vão, me alegrar.
O fio de minha navalha está cego,
minha corda arrebentou-se e,
meu precipício está interditado.
Diz a placa: HOMENS TRABALHANDO, AFASTE-SE!
Por onde devo seguir?
Sei que restam luzes no fim do túnel mas,
a venda em meus olhos me cega.
Porém, persisto, insisto
sei que não tenho como desistir,
muito menos pra onde fugir.
Vou seguir em frente sempre,
nenhum poste ou placa de PARE vão me deter.
Não posso me dar ao luxo de desistir ou dar de ombros.
A fera está aqui, dentro de mim, só cabe a mim matá-la, exorcizá-la
ou, cinicamente, amansá-la ao som de qualquer canção.
Não importa como, quando ou o porquê de tantas lamentações.
Ela simplesmente existe e, com toda a fúria de um furacão,
vem, dia após dia , me atormentar
a cada lua, a cada sol...
Vou seguindo os rastros de um caminho já percorrido
por alguém que não conheço mas
que sei ter a mesma sina que a minha
a eterna busca por um tesouro escondido,
no fundo do mar, na fonte de um arco-íris ou,
simplesmente, no íntimo de um ser.
Não sei se o meu, o teu,
Ou no de todos nós...

Nota

Segue meus primeiros ensaios de minha adolescência

sábado, 1 de outubro de 2011

Mãe

Hoje é um dia importante e triste para mim,
Um anjo guardião indicado por Deus
A fim de me proteger e amparar, minha mãe,
foi-se para junto dele há treze anos.
Agradeço tudo o que ela fez por mim,
Pena terem ficado muitas palavras por dizer,
Mas digo em pensamento: _ Mãe te amarei sempre e, quem sabe, ainda nos encontraremos
E falaremos o que não deu tempo de dizer.
Desejo-lhe muita luz, paz, aprendizado e evolução.
Até um dia...