A minha eterna busca
não sei bem por onde começar
tampouco quando vai acabar
e, por mais que eu tente mudar
nada muda , o tempo passa
a fé escassa,
a dor não cessa
e eu me entrego a diversas doses
de ilusão, angústia, álcool...
Morro por dentro e, tento em vão, me alegrar.
O fio de minha navalha está cego,
minha corda arrebentou-se e,
meu precipício está interditado.
Diz a placa: HOMENS TRABALHANDO, AFASTE-SE!
Por onde devo seguir?
Sei que restam luzes no fim do túnel mas,
a venda em meus olhos me cega.
Porém, persisto, insisto
sei que não tenho como desistir,
muito menos pra onde fugir.
Vou seguir em frente sempre,
nenhum poste ou placa de PARE vão me deter.
Não posso me dar ao luxo de desistir ou dar de ombros.
A fera está aqui, dentro de mim, só cabe a mim matá-la, exorcizá-la
ou, cinicamente, amansá-la ao som de qualquer canção.
Não importa como, quando ou o porquê de tantas lamentações.
Ela simplesmente existe e, com toda a fúria de um furacão,
vem, dia após dia , me atormentar
a cada lua, a cada sol...
Vou seguindo os rastros de um caminho já percorrido
por alguém que não conheço mas
que sei ter a mesma sina que a minha
a eterna busca por um tesouro escondido,
no fundo do mar, na fonte de um arco-íris ou,
simplesmente, no íntimo de um ser.
Não sei se o meu, o teu,
Ou no de todos nós...
Nenhum comentário:
Postar um comentário