À beira de um abismo profundo, negro,
um gemido de dor e prazer
entre viver e morrer em vão!
A sensação de se estar voando
sem asas nem penas.
De estar voando
sem uma parada voluntária
esperando a interrupção de
um lago, uma rocha, um chão.
de repente explode-se feito
um figo muito maduro,
em direção ao chão
ficando somente restos de um ser.
As gargalhadas da alma ressoando no ar
após um longo (breve?) tempo de cárcere
livre para vagar no infinito do tempo
Ambos prazer e dor, soltos no ar.
Soltos na plenitude do espaço,
do tempo,
não existe hora
só existe agora.
Que venha o depois com todos os seus
mistérios e falsos sentidos,
porque o passado já se fora com todas as suas
falsas respostas e frustrações mal contidas.
Fui físico
Sou espírito
Guardei minha alma.
Hoje ela se liberta sozinha
à custa de um corpo
feito um figo maduro
num abismo suspeito.
Agora, me vou...
A eternidade me espera!
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